domingo, 27 de outubro de 2013

POESIA INTROSPECTIVA

Poesia é um grito da alma. É o movimento de olhar para si próprio e transcrever em poesia este olhar. Esta é uma percepção introspectiva, que advém das profundezas do coração. Não de forma a exaltar o poeta, mas de forma a perceber e lidar com a sua fragilidade, quebrar as suas máscaras, e, o poeta em grande estilo tenta demonstrar o sofrimento advindo das dores do mundo e que recaem sobre nós, este movimento de fora pra dentro que nos traz tanto mal e assim, a poesia aparece como forma de lidar com estes males, de certa forma assimilar nesta luta e fuga da vida, colocando para fora, escorrendo no teclado as palavras. TECLA ESC Por toda escuridão Que cai como escama sobre os olhos, Por toda esquizofrenia que escava E escraviza a mente. Por toda excreção que escapa, escarra e escorre Neste rio de escatológica humanidade. Por tudo que é escroto, escabroso, Escondido e esquisito, Por tudo que é esculachado, Esculhambado e excluído, Que escamoteia, que escalavra, que escandaliza, Que escancara, que escangalha, Que escapole pro escanteio. Por tudo isto escrevo, Como se a poesia fosse a tecla “Esc” Para todos os males da vida. Clauber Ramos

O que sou?

O que sou?
As vezes pedras, outras flor
Um anjo sem direção
Procurando uma opção

Opção, opção de viver
Opção do querer
Opção do amor
A minha opção é você

Viver é te ter aqui
Querer é poder te ver
Amor é amar você
Sem perceber

Sem perceber o que sinto
Sem perceber o que vivo
Sem perceber o carinho
Quando falo de mim e você

Meu privilégio é você
Mesmo que não queira
Estarei aqui, pra te amar
Como um beija-flor
Trazendo um pólen de amor.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Eu preciso de você



Imagino eu e você
Imagino ter você
Eu não vou mais trabalhar
Pouco me importa dinheiro 
Aprendi a navegar pelo seu corpo inteiro

Só quero saber de amar
Só quero saber de você
Penso no amanhã
Para logo te ver

O tempo não para
A gente é quem para no tempo
Não podemos parar, temos que continuar
Vou continuar pensando em você

Só quero saber de amar 
Eu quero mais fevereiro   
Não quero ficar parado
Pensando em nada acontecer
Eu preciso de você!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Memória





É tão inútil desdobrar-se a memória
Buscando refúgio no favo dos sonhos
Fingem-se os olhos, inventando cores
Dom de inocência como se o tempo
Não fosse sempre um aceno

E vem do vento o súbito silêncio
Quando as mãos repletas de vazios
Ensaiam vôos num horizonte imaginário

Como se pudessem ainda colher
O último canto entoado pela vida
Ou a crença que se ampara no trapézio
Em que se lança a súplica esperança.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Paixão Secreta

                                                   

          Eu era apaixonada      
  Apaixonada por ele
Pelas palavras dele
                        Pelo jeito dele, de andar e de falar

      Era bom estar com ele
 Sentir seu perfume
     O calor de seu abraço
       A alegria de seu sorriso

Quando ele passava
      Meu coração acelerava 
E as pernas tremiam
                           Era uma pena só te chamar de amigo
Quando na verdade  
                      Não era bem isso o que eu queria.