Memória
É tão inútil desdobrar-se a memória
Buscando refúgio no favo dos sonhos
Fingem-se os olhos, inventando cores
Dom de inocência como se o tempo
Não fosse sempre um aceno
E vem do vento o súbito silêncio
Quando as mãos repletas de vazios
Ensaiam vôos num horizonte imaginário
Como se pudessem ainda colher
O último canto entoado pela vida
Ou a crença que se ampara no trapézio
Em que se lança a súplica esperança.
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